
A fibromialgia sempre foi uma condição cercada de dúvidas, preconceitos e dificuldades no reconhecimento de direitos. No entanto, um importante avanço legislativo mudou esse cenário: a Lei nº 15.176/25, sancionada em 24 de julho de 2025, passou a reconhecer a fibromialgia como deficiência para efeitos legais em todo o território nacional.
Essa mudança representa uma grande conquista para milhares de brasileiros que convivem diariamente com dores crônicas e limitações funcionais. Neste artigo, explicamos o que é a fibromialgia, quais direitos passam a ser garantidos e como buscar o amparo previdenciário e assistencial.
O Que é a Fibromialgia? A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dores generalizadas no corpo, principalmente na musculatura. Além da dor, os pacientes frequentemente relatam:
O diagnóstico é clínico, ou seja, não há um exame específico que confirme a doença. Isso torna o reconhecimento da fibromialgia mais complexo, exigindo avaliação médica cuidadosa e acompanhamento contínuo. A condição afeta principalmente mulheres entre 30 e 60 anos e, em muitos casos, exige tratamento multidisciplinar, envolvendo medicamentos, fisioterapia e apoio psicológico.
A Lei nº 15.176/25 e o Reconhecimento da Fibromialgia como Deficiência A principal inovação da Lei nº 15.176/25 está no reconhecimento da fibromialgia como deficiência para todos os efeitos legais. Com isso, as pessoas diagnosticadas com a síndrome passam a ser equiparadas às pessoas com deficiência (PCD), desde que comprovado o impacto significativo da doença em sua vida diária. Esse reconhecimento não é automático.
A lei determina que a condição deve ser avaliada por uma equipe multiprofissional e interdisciplinar, por meio de uma avaliação biopsicossocial, conforme previsto no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). Essa avaliação considera, entre outros fatores:
Quais Direitos Podem Ser Garantidos? Com a equiparação à deficiência, os portadores de fibromialgia podem ter acesso a diversos direitos, desde que preenchidos os requisitos legais. Entre eles, destacam-se:
É importante destacar que nem todo diagnóstico de fibromialgia gera automaticamente direito aos benefícios. O que a lei reconhece é que, quando a doença provoca limitações relevantes e duradouras, ela pode sim ser considerada uma deficiência.
Como o INSS Pode Atuar nesses Casos? Com a nova legislação, o INSS passa a ter uma base legal mais clara para analisar os pedidos relacionados à fibromialgia. Se a doença comprometer a capacidade de trabalho, o segurado pode requerer:
A nova lei reforça que a fibromialgia não é “apenas uma dor”, mas uma condição que pode gerar impedimentos de longo prazo, afetando diretamente a autonomia e a vida profissional do paciente.
Orientação Importante ao Segurado Se você convive com fibromialgia e percebe que a doença está impactando sua capacidade de trabalhar ou realizar atividades essenciais, é fundamental:
A correta organização da documentação e a análise jurídica adequada fazem toda a diferença no reconhecimento do direito.